Até o dia 30 de outubro público poderá conferir a mostra que tem entrada gratuita
Duas exposições fotográficas celebram os 200 anos da fotografia no CEU das Artes da Borda do Campo, em Quatro Barras. A abertura da mostra ocorreu no último dia 19, quando foi comemorado o Dia Mundial da Fotografia.
A data é celebrada com as exposições “O trabalho enobrece o homem”, de Mário Augusto Caparelli; e “Cores da Serra”, de Roberto Camelo, dois fotógrafos residentes na Borda do Campo, que somam décadas de experiência na fotografia e que detêm um olhar apurado para registrar aspectos do cotidiano e da biodiversidade.
CONHEÇA AS EXPOSIÇÕES - Composta por 17 fotografias, a exposição “O trabalho enobrece o homem” traz imagens em preto e branco de trabalhadores da região, destacando as expressões, os gestos e a dignidade dos retratados.
“A concepção deste trabalho surgiu a partir da observação do cotidiano em Quatro Barras, no Paraná. Percebi que homens e mulheres da cidade compartilham um profundo respeito pelo trabalho, independentemente de sua natureza. Seja uma atividade braçal ou intelectual, o que realmente importa para essas pessoas é a dedicação e o valor de exercer sua profissão”, contou Mário Augusto. A escolha pelo preto e branco torna a percepção de cada atividade ainda mais forte.
No movimento intenso do cotidiano, o documentário fotográfico busca enaltecer os trabalhadores e trabalhadoras, registrando com sensibilidade a força, a dignidade e a importância de cada profissão. “Mais do que retratos, as fotografias buscam homenagear aqueles que, com seu trabalho diário, ajudam a construir e fortalecer a comunidade”, destacou o fotógrafo, que reside na cidade há mais de duas décadas e já soma mais de 40 anos de profissão.
A exposição “Cores da Serra”, de Roberto Camelo, traz um acervo de 21 fotografias coloridas que retratam a biodiversidade da Serra do Mar, em Quatro Barras. Flores, fungos, orquídeas, insetos, pássaros, mariposas e borboletas compõem este conjunto multicolorido, que vai além de um simples registro da riqueza ambiental da região.
Camelo conta que a exposição tem a intenção de provocar. “Trata-se de uma provocação do que estamos acostumados a ver e daquilo que podemos enxergar, evidenciando que existem outras formas de olhar a mesma coisa. É um trabalho sobre o olhar, sobre como o ângulo modifica a imagem”, discorreu ele. Uma reflexão que pode se estender para outros campos e aspectos da vida.
A exposição segue aberta até o dia 30 de outubro e a entrada é gratuita. A iniciativa conta com o apoio da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo. Não perca!