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Ponte de Arco homenageia o humanista Nelson Mandela

 

Publicado em: 22/12/2020 10:51 | Fonte/Agência: Departamento de Comunicação

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No dia 18 de julho foi comemorado o Dia Internacional de Nelson Mandela. Para celebrar a data, uma iniciativa global capitaneada pela Ubuntu Global Network, que busca homenagear o líder sul-africano, está batizando pontes ao redor do mundo com o nome de Mandela.

No Paraná, o deputado Goura indicou a Ponte de Arco, localizada na Estrada da Graciosa, em Quatro Barras, para homenagear o defensor dos direitos humanos. A ponte foi construída pelos engenheiros irmãos Rebouças, os primeiros negros a cursar uma universidade no Brasil.

Com cerca de 20 metros de extensão, a ponte faz a travessia sobre o rio Capivari Mirim. Seus traços em concreto formam belos arcos em meio à área de preservação ambiental da Serra do Mar - uma importante rota turística do Paraná. 

Por se tratar de um bem localizado em trecho municipal, o projeto foi encaminhado pela Prefeitura à Câmara Municipal, para aprovação. 

No último sábado (19), o ato foi realizado juntamente com representantes da sociedade. Ainda que um ato simbólico, a denominação da Ponte de Arco - Nelson Mandela presta uma homenagem a este humanista, defensor dos direitos humanos, promotor da reconciliação entre os povos, construtor de pontes, que lutou pela igualdade entre negros e brancos na África do Sul. 

Uma forma de somar esforços no combate ao racismo, lembrando a todos a importância de que entre os povos se construam pontes, não muros.

"As pontes Nelson Mandela existem no mundo inteiro, simbolizando a luta contra o preconceito e a possibilidade de não construirmos muros que separem os povos, mas construir pontes que vão integrar as diferentes culturas do nosso planeta", disse Goura, lembrando a importância da atuação dos irmãos Rebouças. "São sementes de esperança em momentos de discórdia que vivemos na humanidade. Precisamos fazer pontes diárias", reforçou.

O prefeito Angelo Andreatta (Lara) disse que o ato simbólico nos lembra a importância de Mandela e seu legado, e solidifica todas as ações contra o racismo, em prol da igualdade de direitos e oportunidades. "É uma honra podermos fazer parte desta homenagem a um líder humanista como Mandela. Que seu exemplo se perdure por todas as gerações, lembrando os reais valores que devemos defender diariamente: o respeito, a igualdade, o amor ao próximo, a união entre os povos", disse Lara. 

Madiba
Rolihlahla Mandela (1918-2013) nasceu entre o clã Madiba, na pequena aldeia de Mvezo. Foi renomeado Nelson na escola, segundo o costume de dar nomes ingleses aos alunos. Em 1939, ingressa em Fort Hare, primeira universidade do país a aceitar negros. Dois anos depois parte para Joanesburgo, iniciando o curso de Direito pela Universidade de Witwatersrand, onde se tornou advogado e fundou a Liga da Juventude do Congresso Nacional Africano – movimento e partido político que defende os direitos da população negra.

Posteriormente, foi considerado um dos mais importantes líderes da resistência contra o apartheid, regime de segregação racial implantado na África do Sul a partir de 1948. Em 1955, ajuda a fundar o Congresso do Povo (ou Aliança do Congresso), uma organização suprapartidária que buscava unir todos os não brancos vitimados pelo racismo.

A instituição Congresso do Povo que Mandela ajudou a fundar foi a responsável pela redação de um documento fundamental na luta contra o apartheid, a Carta da Liberdade. Além da igualdade de direitos para todos os cidadãos sul-africanos, a Carta defende a reforma agrária, a melhoria das condições de vida e trabalho, justa distribuição de renda e a obrigatoriedade do ensino público.

Nelson Mandela passou 27 anos na prisão, de 5 de agosto de 1962 a 11 de fevereiro de 1990. Antes disso, foi preso diversas vezes, viveu por anos na clandestinidade e aderiu à luta armada (após o Massacre de Sharpeville, em 1960).

Ele ganhou a liberdade depois de uma longa e ampla campanha internacional. Recebeu o Prêmio Nobel da Paz em 1993. No ano seguinte, foi eleito presidente da África do Sul. Em seu governo foi criada a Comissão da Verdade e da Reconciliação, um novo hino nacional, uma nova bandeira e uma nova Constituição para todos os sul-africanos.

Madiba (nome de seu clã) ou Tata (que significa “Pai”), como Mandela é conhecido na África do Sul, morreu em Joanesburgo, em 5 de dezembro de 2013.

Projeto
O projeto de denominação proposto pela Assembléia Legislativa do Paraná foi assinado pelos deputados Luiz Claudio Romanelli (PSB), Goura (PDT), Luciana Rafagnin (PT), Anibelli Neto (MDB), Arilson Chiorato (PT), Boca Aberta Junior (PROS), Delegado Jacovós (PL), Michele Caputo (PSDB), Professor Lemos (PT), Tadeu Veneri (PT) e Requião Filho (MDB). A homenagem se estende também aos engenheiros Rebouças e a todos aqueles que são vítimas de preconceitos raciais.